Cada corpo humano é único. Variações como cor de pele, tom dos cabelos e formato facial, por exemplo, diferenciam as pessoas. Uma anomalia genética chamada Heterocromia – que causa uma alteração no padrão de cores da íris – torna os que a possuem ainda mais diferente de grande parte da população.

A rara anomalia pode afetar pessoas e animais. Para você ter uma ideia, são cerca de onze casos em cada mil pessoas. No entanto, você já deve ter visto por aí pessoas ou animais domésticos com essa característica, não é mesmo? David Bowie, com seus olhos bicolores, certamente vieram na sua cabeça. Porém, a problema do cantor na verdade se trata de uma sequela causada por um soco recebido no olho.

O gene EYCL3 no cromossomo 15 é responsável pela quantidade de melanina do olho e o gene EYCL1, determina os pigmentos de gordura, que transformam a coloração em verde ou azul. Quem possui esse defeitinho genético, pode possuir duas cores diferentes em cada olho, ou seja, a heterocromia completa. Porém, ainda é possível que a variação com duas cores ocorra no mesmo olho, que é chamada de setorial ou central.

A atriz Kate Bosworth e o integrante da banda Rise Against, Tim McIlrath, são exemplos de que a heterocromia pode não trazer prejuízos a saúde ou aparência. Por outro lado, é preciso observar se ela não está associada a alguma doença, como a Síndrome de Waardenburg, na qual ocorre a perda de audição e mudanças na coloração do cabelos, olhos e pele. Neste caso, procurar ajuda profissional é sempre importante.

Os animais costumam ser os maiores portadores dessa alteração. Em cachorros, raças como: Pastor Australiano, Collie, Dogue Alemão, Bulldog Inglês, Dachshund de pêlo longo, Dálmata, Malamute, Husky Siberiano, Old English Sheepdog, Boxer e Weimaraner são os mais atingindos.